"A bola pune": Osny detona postura do elenco após eliminação do Comercial e aponta desobediência tática
Treinador não poupou críticas aos jogadores após a derrota para o Jabaquara, afirmando que a equipe subestimou o adversário e abandonou o plano de jogo que vinha dando certo.
- 28 de março de 2026
- Em: Comercial, Paulistão A4
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O clima pesou de vez nos bastidores do Comercial após a derrota por 2 a 1 para o Jabaquara, resultado que decretou a eliminação matemática do Leão do Norte no Campeonato Paulista da Série A4. E quem não fez questão nenhuma de esconder a profunda irritação com a postura do elenco foi o técnico Osny Almeida.
Conhecido por seu perfil pragmático e por ter resgatado a competitividade do time através de muita obediência tática nas rodadas anteriores, o comandante alvinegro subiu o tom na entrevista coletiva pós-jogo. Sem meias palavras, Osny apontou o dedo para a falta de humildade, os erros individuais e a desorganização da equipe dentro das quatro linhas no momento mais decisivo da temporada.
“Com certeza, em todos os outros jogos, eles vieram obedecendo a um esquema tático. Hoje quiseram fazer o jogo do jeito que eles (jogadores) queriam. Quiseram subestimar o adversário e a bola pune. Deixamos a desejar”, disparou o treinador, visivelmente contrariado com o desfecho.
Do pragmatismo aos erros fatais
A forte declaração escancara um racha claro entre o que foi pedido e treinado pela comissão técnica e o que foi executado pelos atletas no gramado do Estádio Espanha. Nas rodadas anteriores, o Comercial havia engatado uma reação baseada em um “futebol simples”, focado em defender bem e aproveitar as chances sem enfeitar — modelo que rendeu a vitória contra a vice-líder Inter de Bebedouro.
No entanto, contra o Jabaquara — um time que figurava na parte de baixo da tabela —, o elenco pareceu ter esquecido a cartilha. Segundo a análise do próprio técnico, além da desobediência tática, os erros individuais cobraram um preço altíssimo. Os jogadores tentaram resolver a partida de forma isolada, quebrando a estrutura que vinha funcionando e tratando o adversário com uma superioridade que não se justificava em campo. O resultado prático dessa “arrogância tática” foi o revés e o fim do sonho do G-8.
Clima pesado para a despedida
O peso de frases como “a bola pune” e “deixamos a desejar” reflete a frustração de uma comissão técnica que fez as contas, organizou a casa e viu o planejamento ruir por atitudes irresponsáveis em um jogo de “vida ou morte”.
Agora, o Comercial estaciona nos 17 pontos e não tem mais chances matemáticas de classificação. A equipe volta a campo no próximo sábado (04), às 15h, apenas para cumprir tabela na 15ª e última rodada, quando recebe o Tanabi na Joia de Cimento Armado. Resta saber qual será a recepção da exigente torcida alvinegra ao elenco após essas fortes cobranças públicas do comandante.
E você, torcedor comercialino? De quem é a maior culpa pela eliminação: da diretoria, da postura displicente dos jogadores ou do trabalho como um todo? Deixe sua opinião nos comentários!
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