Coluna do Léo Rabello: O sonho do Comercial que nadou, reagiu e morreu na praia
Após arrancada heroica com o técnico Osny, falhas individuais no litoral e falta de planejamento inicial cobram a conta e eliminam o Leão do Norte da Série A4.
- 29 de março de 2026
- Em: Comercial, Paulistão A4
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A matemática, que por algumas semanas foi a bússola da Nação Alvinegra, finalmente encerrou suas contas. Acabou a esperança do Comercial de chegar ao G-8 do Campeonato Paulista da Série A4. O revés no litoral transformou a última rodada, que deveria ser uma final antecipada na Joia de Cimento Armado, em um mero e melancólico cumprimento de tabela.
É inegável que a reação da equipe trouxe um respiro que a cidade precisava. Depois de um início de campeonato trágico, onde o rebaixamento parecia uma sombra real, a chegada de Osny estancou a sangria. Aquele futebol pragmático afastou o risco de queda e nos fez voltar a sonhar. A vitória maiúscula sobre a vice-líder Inter de Bebedouro reacendeu o cenário e colocou todo mundo na mesma barca – até os mais céticos voltaram a acreditar na classificação.
Mas o futebol, meus amigos, cobra um preço altíssimo pelos detalhes. E eles custaram caro demais neste sábado.
Diante do Jabaquara, um adversário que amargava a parte de baixo da tabela, o roteiro foi cruel. O time apresentou falhas individuais em momentos capitais, sofreu com imprevistos com a bola rolando e, para coroar a tarde infeliz, viu um momento de rara inspiração do adversário — um golaço de longa distância — definir os rumos da partida.
A derrota por 2 a 1 foi o ponto final. O Comercial nadou, lutou, mas ficou pelo caminho.
O sonho termina aqui, mas o campeonato deixa uma lição escancarada para o próximo ano: é preciso mais organização, mais consistência e muito menos margem para erro. Em uma competição traiçoeira e equilibrada como a penúltima divisão de São Paulo, não basta apenas “reagir” quando a corda está no pescoço. É necessário sustentar um bom desempenho ao longo de toda a campanha. Não se joga apenas meio campeonato.
Sonhar é um direito inalienável do torcedor. Mas transformar esse sonho em realidade exige planejamento, estrutura e regularidade nos bastidores. Se o objetivo não foi alcançado dentro das quatro linhas, a cobrança fora de campo, a partir de agora, precisa ser dura, proporcional e totalmente legítima.
Como gosto de dizer:
“Entre números e opiniões, existe algo que o futebol nunca perde: o direito de sonhar. E isso, por aqui, segue intacto.”
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1 comentário em “Coluna do Léo Rabello: O sonho do Comercial que nadou, reagiu e morreu na praia”
Ahhh comercial, quando te veremos ser forte e grande novamente?