Páscoa de Goleadas: Relembre os maiores "chocolates" da história do futebol do Interior Paulista
Neste domingo de Páscoa, a equipe do Futebolando Pelo Mundo preparou um cardápio recheado de gols. Relembramos aquelas partidas em que o adversário não viu a cor da bola e engoliu um verdadeiro "chocolate" dentro de campo.
- 5 de abril de 2026
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O interior de São Paulo respira futebol e é berço de algumas das camisas mais pesadas e tradicionais do país. E como o assunto hoje é chocolate, não poderíamos deixar de revirar os arquivos e trazer à tona as maiores goleadas que marcaram a história do nosso interior. De atuações de gala de Sócrates aos recordes centenários, confira a lista que preparamos:
O domingo é de Páscoa, dia de falar sobre chocolate. E quando o assunto é “chocolate” no futebol do interior paulista, a história nos obriga a voltar no tempo, mais precisamente para o dia 13 de junho de 1976. Foi nessa data, pelo Campeonato Paulista, que o Botafogo-SP aplicou a sua vitória mais elástica e construiu um dos capítulos mais marcantes do futebol nacional: um sonoro 10 a 0 sobre a Portuguesa Santista, no Estádio Santa Cruz.
Mas o placar, por si só, é apenas metade da história. O verdadeiro espetáculo daquela tarde foi comandado por um jovem talento que, dois anos mais tarde, se tornaria ídolo nacional pelo Corinthians e capitão da Seleção Brasileira: Sócrates.
O Show do “Magrão”
O Doutor, à época com 24 anos, já era o maior ídolo de Ribeirão Preto. Porém, foi naquele dia que ele cravou seu nome de forma definitiva no cenário esportivo do país. Dos 10 gols marcados pelo Tricolor, sete foram assinados pelo “Magrão”.
A proeza é raríssima e reservada apenas aos grandes gênios da bola. Para se ter uma dimensão do feito, em toda a história do Paulistão, apenas Pelé e Jorge Mendonça superaram essa marca em uma única partida (com oito gols cada).
A Goleada em Detalhes
A blitz botafoguense começou cedo. Logo no primeiro tempo, Sócrates marcou aos 16 e aos 20 minutos. João Marques e Zé Mário também deixaram os seus, levando o time para o vestiário vencendo por 4 a 0.
Mas foi na etapa final que o “chocolate” virou massacre. Aos 15 e aos 16 minutos, Sócrates e Alfredo ampliaram. A partir daí, o que se viu foi um verdadeiro apagão na defesa da Portuguesa Santista e um recital do camisa 10 tricolor. Em um intervalo avassalador de apenas 19 minutos, Sócrates balançou as redes mais quatro vezes (aos 25, 27, 31 e 44 minutos), transformando o goleiro adversário, Pedro Paulo, na maior vítima de sua carreira.
O Impacto na Época
No dia seguinte ao massacre, o caderno de esportes da Folha de S.Paulo destacou a atuação histórica: “Os sete gols que marcou ontem em Ribeirão Preto, contra a Portuguesa Santista, era só o que estava faltando para o tímido e frio Sócrates – maior ídolo da cidade, cotado para chegar à seleção brasileira mesmo jogando em um time pequeno – ganhar a projeção necessária fora do estado de São Paulo.”
2. O Recorde Histórico do Leão: Comercial 20 x 0 Taquaritinga (Fase Amadora)
Os registros históricos do Leão do Norte guardam proporções avassaladoras. Nas primeiras décadas do clube, durante os torneios regionais da era amadora, o Comercial aplicou a maior goleada de seus registros: impressionantes 20 a 0 contra a equipe de Taquaritinga. Trazendo para a nossa realidade mais recente, um dos grandes chocolates aplicados pelo Leão foi o 4 a 0 sobre o Sertãozinho, no Palma Travassos, pela Copa Paulista/Série A3 de 2024.
3. O Dono do Dérbi: Guarani 6 x 0 Ponte Preta (1960)
Em Campinas, a rivalidade é ferrenha e cada gol vale muito. Mas em 5 de junho de 1960, o Bugre distribuiu a maior caixa de bombons da história do Dérbi Campineiro. Jogando no Brinco de Ouro, em partida válida pela Taça Amizade, o Guarani emplacou 6 a 0 em cima da sua maior rival, a Ponte Preta. Os atacantes Osvaldo e Benê foram os artilheiros daquele domingo inesquecível para a torcida alviverde.
4. O Rolo Compressor Caipira: XV de Piracicaba 10 x 1 Nacional (1949)
O Nhô Quim também tem seu lugar garantido na prateleira das grandes goleadas do futebol paulista. Em setembro de 1949, o XV de Piracicaba montou um verdadeiro rolo compressor e esmagou o Nacional da capital por 10 a 1. Foi uma das maiores diferenças de gols já aplicadas por um time do interior na elite do estadual.
BÔNUS (O chocolate indigesto): Santos 11 x 0 Botafogo-SP (1964)
Para ser justo, às vezes até as potências do interior acabam provando do próprio veneno, principalmente quando o adversário tinha o Rei do Futebol. Em 21 de novembro de 1964, o Botafogo sofreu na Vila Belmiro. O Santos venceu por 11 a 0, em um dia inspirado de Pelé, que balançou as redes impressionantes 8 vezes. Foi um recorde doloroso, mas que faz parte da rica (e às vezes amarga) história do Campeonato Paulista.
Feliz Páscoa, torcedor! E aí, qual dessas goleadas você acha a mais impressionante? Deixe nos comentários!
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