Tencati sobe o tom, cobra reservas e aposta no retorno do "batalhão de choque" para reabilitar o Botafogo-SP
Após a sétima partida sem vitória na Série B, treinador admitiu incômodo com a fase, blindou o jovem Luizão e mandou um recado direto aos atletas que estão saindo do banco: "Falta fome".
- 17 de maio de 2026
- Em: Botafogo
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O alerta vermelho está oficialmente aceso no Estádio Santa Cruz. Após a derrota para o Goiás neste sábado, o Botafogo-SP amargou sua sétima partida consecutiva sem vitória no Campeonato Brasileiro da Série B — somando apenas três dos últimos 21 pontos disputados. Em entrevista coletiva logo após o apito final, o técnico Cláudio Tencati não fugiu das perguntas difíceis. Com um tom de cobrança nítido, o comandante fez um diagnóstico profundo sobre a queda de rendimento do time, a pressão por resultados e o que espera do elenco para a próxima rodada.
“Já passou da hora de vencer. Nós sabemos disso”, iniciou o treinador, que pela primeira vez em sua 10ª participação na Série B vivencia um jejum tão longo. Segundo Tencati, o peso do atual momento foi construído nos tropeços dentro de casa (contra Atlético-GO, Náutico e São Bernardo), o que gerou uma pressão extra nos confrontos diretos fora de Ribeirão Preto.
A queda no segundo tempo e o recado aos reservas
Respondendo ao questionamento direto da equipe do Futebolando Pelo Mundo sobre o motivo do time sempre cair de produção na segunda etapa, Tencati foi cirúrgico e não poupou críticas aos atletas que têm saído do banco de reservas.
Para o treinador, as substituições não estão mantendo o nível de competitividade da equipe titular. “A equipe não tem se potencializado com as modificações”, afirmou. Tencati mandou um recado duro para os jogadores que buscam espaço no time: “Essa é a hora que o cara tem que agarrar a chance com unhas e dentes e dizer assim: ‘Pô, é minha e eu não vou desperdiçar’. Falta mais fome, falta mais dedicação, falta mais empenho. Nós vamos cobrar. O cara tem que querer mais do que ele deve”.
A blindagem a Luizão e a falta dos experientes
Outro ponto alto da coletiva foi a defesa do centroavante Luizão, que perdeu uma chance clara de gol no primeiro tempo e vem sendo cobrado pela torcida. Tencati lembrou que o camisa 9 é um jovem atleta, contratado como um projeto a longo prazo e que não chegou para ser o “salvador da pátria”.
A sobrecarga em cima do garoto, segundo o técnico, ocorre pelo excesso de desfalques no setor ofensivo. É nesse momento que o treinador clama pela volta do seu “batalhão de choque”. “A grande experiência da parte dos jogadores está fora. Quando nós tivermos o Artur Caíke, o Igor, o Maciel e o Queiroz (que ficou dois meses parado e não tem ritmo para 90 minutos) 100% integrados, eles vão dividir essa responsabilidade. Isso vai potencializar o Luizão, porque tira a pressão dele”, explicou.
Pausa para ajustes e a decisão contra o Athletic
O Botafogo terá agora um hiato de 10 dias até o seu próximo compromisso, que será contra o Athletic. Esse período será fundamental não apenas para recuperar fisicamente os lesionados, mas para trabalhar a parte mental do grupo e definir disputas internas — como a titularidade no gol, já que Victor volta a ficar à disposição e disputará a vaga com Jordan, que fez um jogo considerado regular pelo comandante.
Tencati encerrou a coletiva reafirmando sua convicção no trabalho e no projeto do clube, pedindo uma união de forças para o próximo jogo, que agora se tornou uma verdadeira decisão. “Temos que dividir a responsabilidade para que, diante do Athletic, a gente busque a vitória. Não transformar isso num buraco que a gente não consiga sair. Incomoda, mas a gente não pode perder a esperança e a confiança. A palavra agora é mobilização”, finalizou.
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