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EXCLUSIVA: Lucas Severino abre o coração sobre Botafogo-SP, Seleção Brasileira e o legado de fé com a família

Em entrevista ao Maicon e ao portal Futebolando Pelo Mundo, o ídolo relembrou seu início no Santa Cruz, o sucesso no Athletico-PR, a experiência na Europa e no Japão, e emocionou ao falar da recuperação do filho, Pedro.

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Poucos jogadores conseguem unir talento, inteligência tática e uma conexão tão genuína com suas raízes quanto Lucas Severino. Nascido nas categorias de base do Botafogo-SP, o ex-atacante construiu uma carreira sólida que o levou a ser ídolo no Athletico Paranaense, atuar no futebol europeu e japonês, e vestir a cobiçada camisa da Seleção Brasileira nas Olimpíadas de Sydney, ao lado de craques como Ronaldinho Gaúcho.

Hoje, aos 47 anos, Lucas vive o futebol sob uma nova perspectiva. Longe das quatro linhas, ele acompanha orgulhoso os passos dos filhos, especialmente após a emocionante recuperação de Pedro Severino.

Confira abaixo, na íntegra, o bate-papo exclusivo de Lucas Severino com a nossa equipe:

1. Maicon Douglas: Lucas, você tem um DNA genuinamente tricolor. Seus primeiros passos no futebol foram em 1989, na categoria Dentinho do Botafogo-SP. Como era o sonho daquele menino em Ribeirão Preto e qual foi o peso da influência da sua família, que já era botafoguense apaixonada, nesse seu início no Santa Cruz?

Lucas Severino: Sempre fui botafoguense e frequentava o Poli da Vila Tibério desde criança! Meu pai sempre jogou futebol, me influenciou e incentivou para jogar! A princípio somente como atividade física, sem grandes projeções, e aos poucos o sonho foi aflorando e vendo que era possível alcançar o objetivo de ser um atleta profissional de futebol! Acho que isso foi o que me ajudou, não tinha a pressão pra me tornar a qualquer custo jogador de futebol! Eu joguei porque amava o que fazia! Nunca teve cobrança! Meu pai me cobrava pra eu fazer o melhor possível, mas em tudo, não somente no futebol! Tanto é que, no início, tive desejo de parar, para poder somente estudar! Eu tinha poucas oportunidades na categoria dentinho, e depois no mirim (primeiro ano), meu pai nunca forçou eu continuar! O que aconteceu foi que o Paulinho, treinador, me bancou e me ajudou a crescer! Talvez ele, o Paulinho, juntamente com meu pai, tenha sido o principal responsável para eu ter seguido, conquistado espaço e rapidamente ter tido sucesso!

2. Maicon Douglas: Em 1994, após se destacar muito no Infantil, você virou a grande esperança do clube. O que você recorda dessa transição da base para o profissional, quando estreou contra o Uberlândia na Série C de 1995 com apenas 16 anos?

Lucas Severino: Eu comecei a me destacar em todos os anos, fazendo muitos gols em todas as categorias e subindo para as categorias acima, e mesmo assim não sentia diferença! Minha geração era muito boa! Eu tinha uma relação próxima com os mais velhos, mas mantinha o contato e amizade com os meninos da minha idade! Acho que isso foi o que me ajudou a chegar rápido aos profissionais! Era muita gente com talento e com um caráter absurdo! Eu não me recordo de falar de alguém que seria vaidoso ou invejoso! Acredito que todos vibraram com essa minha conquista de chegar aos profissionais com 16 anos! Então não senti essa transição! Aliás, vários subiram juntamente comigo!

Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal / Lucas Severino no Botafogo SP

3. Maicon Douglas: O ano de 1996 foi um divisor de águas. O Botafogo foi vice-campeão da Série C com um elenco formado quase inteiramente em casa, e você foi o artilheiro com 12 gols. Qual era o grande segredo daquele grupo de jovens e qual a importância dessa campanha para a explosão da sua carreira?

Lucas Severino: O ano de 1996 é o ano que guardo com muito carinho! Com certeza, o ano que ajudou muito no meu crescimento profissional e pessoal, um ano em que, mesmo com a idade, oscilei muito pouco e atingi metas incríveis pessoais e coletivas, mesmo com 17 anos! O segredo daquela equipe era o companheirismo e, principalmente, o amor pelo futebol! Jogamos praticamente o campeonato inteiro sem salários. Não que isso fosse normal, mas não deixamos esses problemas do clube influenciarem dentro de campo, e fizemos aquela campanha histórica! Era prazeroso treinar e jogar com aqueles caras!

4. Maicon Douglas: Você sempre declarou que tudo o que conquistou no futebol foi através do Botafogo e, até hoje, bate ponto nos jogos no Estádio Santa Cruz. Como você descreve a sua relação atual com o Pantera e com essa torcida que te viu nascer para o esporte?

Lucas Severino: É uma relação de muito amor e respeito! Eu sou torcedor do Botafogo, porém tenho noção da minha responsabilidade como ex-atleta! Não me envolvo em questões políticas, apesar de não ser um alienado e ter ciência do que é certo ou errado! Procuro não deixar a emoção aflorar para fazer críticas aos atletas e não me envolver em polêmicas! Enfim, sou um torcedor apaixonado, porém comedido! Também tem a questão dos meus filhos serem atletas do Botafogo, e isso me afasta também das dependências e da diretoria no dia a dia, justamente para que não haja comentários maldosos! Meus filhos também amam o Botafogo e, desde pequenos, iniciaram as idas ao Santa Cruz e, por felicidade, conseguiram por esforços próprios jogar com o manto sagrado! É uma relação totalmente familiar com o nosso Botafogo!

5. Maicon Douglas: Em 1998, você desembarcou no Athletico Paranaense junto com o Gustavo e o Cocito, dispostos a conquistar espaço. Como foi essa mudança de ares saindo do interior de São Paulo para se afirmar em um clube de massa na capital paranaense?

Lucas Severino: Foi muito tranquila dentro de campo, pelo fato de irmos nós três! Nos ajudamos muito e conseguimos rapidamente nos adaptar! O Gustavo já teve a felicidade de poder jogar as finais do Paranaense, e eu e o Cocito vibramos demais com a conquista dele, que indiretamente era nossa também! Pois já olharam com bons olhos as novas promessas que vinham do interior! O frio foi o que me atrapalhou um pouco no começo, mas também me acostumei rapidamente!

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

6. Maicon Douglas: A inauguração da Arena da Baixada em 1999 tem a sua assinatura. Como foi a emoção de marcar de cabeça, após o cruzamento do Luisinho Netto, o primeiro gol da história do novo estádio contra o Cerro Porteño?

Lucas Severino: Ali foi a minha consolidação! O clube vinha de alguns anos sem jogar na famosa Arena da Baixada, e fazer o primeiro gol marcou meu nome na história e nos corações dos athleticanos! A partir dali, me tornei um xodó! Os torcedores me apoiaram e iniciou um processo de idolatria natural!

7. Maicon Douglas: O Brasil parou para assistir ao “Quadrado Mágico” do Furacão, formado por você, Adriano, Kléber e Kelly, sob a batuta do técnico Vadão. Como era a sintonia entre vocês no dia a dia para fazer o time jogar um futebol de toques tão rápidos e eficientes?

Lucas Severino: O Vadão foi o grande responsável! Ele assumiu essa responsabilidade de fazer um time altamente ofensivo, com praticamente 4 atacantes! O que ele cobrava era uma recomposição rápida sem a bola, mas ofensivamente nos dava total liberdade! Tanto é que, apesar de jogar com a número 9, eu não era o centroavante, me movimentava em todas as posições e isso confundia muito as zagas adversárias! No dia a dia, o Vadão explorava muito os treinamentos em campo reduzido e ultrapassagens para, chegar nos jogos, a gente já saber o que fazer! Era incrível como acontecia! Nós tivemos esse sucesso instantâneo em 99, mas oscilamos em alguns jogos e, apesar do brilho, ficamos de fora das finais do Brasileirão. Mas, na verdade, não sabíamos que o melhor estava por vir na Seletiva!

8. Maicon Douglas: No Torneio Seletivo de 1999, você foi o artilheiro do time e marcou três gols no Cruzeiro no primeiro jogo da final, garantindo o Furacão na Libertadores. Você considera esse momento específico o grande auge da sua passagem pelo rubro-negro?

Lucas Severino: Sem dúvida, foi meu auge! Eu consegui manter no primeiro semestre de 2000 também um nível altíssimo, principalmente por ter chegado à Seleção Olímpica e ter sido vendido com cifras altíssimas, fiz 20 gols nos primeiros 6 meses de 2000! Mas 1999 foi o ano inesquecível, com essa conquista da Seletiva! Uma mini Copa do Brasil. Jogamos contra Portuguesa, Coritiba, Internacional, São Paulo e Cruzeiro, e consegui ser o artilheiro da competição e campeão, levando assim o Athletico para a primeira Libertadores da história!

9. Maicon Douglas: O seu sucesso em Ribeirão Preto e Curitiba o levou à Seleção Brasileira, desde o Sub-20 na Arábia Saudita até disputar as Olimpíadas de Sydney em 2000. Como é a sensação de vestir a amarelinha em um torneio olímpico ao lado de grandes craques mundiais?

Lucas Severino: Eu sempre digo, sou um privilegiado e abençoado! Consegui defender meu país e, o mais gostoso, chegar na Seleção jogando por uma equipe do interior, a equipe do meu coração! Foi algo inexplicável! Agora, jogar na Seleção nas Olimpíadas foi uma consagração! Ter a oportunidade de jogar com Ronaldinho Gaúcho, Alex e outros craques foi um sonho de criança realizado!

Lucas (o primeiro à esquerda) na seleção olímpica
Lucas (o primeiro à esquerda) na seleção olímpica

10. Maicon Douglas: Lucas, nas Olimpíadas de Sydney em 2000, você dividiu o vestiário com nomes que se tornaram lendas, como Ronaldinho Gaúcho e Alex. Hoje, em tempos de Copa do Mundo, muitos analistas e torcedores sentem um distanciamento entre o público e a Seleção. Como alguém que vestiu essa camisa em uma das gerações mais talentosas do país, você sente que essa identificação do brasileiro com a Seleção realmente caiu? O que mudou de lá para cá?

Lucas Severino: Houve uma mudança de mentalidade dos jogadores e dos torcedores, um distanciamento pela falta de ídolos! Acredito que os atletas se tornaram mais pop stars do que jogadores, e isso tirou a relação íntima que existia da torcida com a Seleção! A modernidade ajudou em alguns pontos, mas, ao mesmo tempo, afastou a verdadeira essência do futebol! Ficou tudo muito robotizado! Não tem mais naturalidade!

11. Maicon Douglas: Naquela época, o Brasil exportava protagonistas e jogadores temidos em qualquer lugar do planeta. Hoje, vemos uma dificuldade maior em formar atletas com esse mesmo impacto mundial. Na sua visão técnica, por que o Brasil parou de produzir esses ‘fenômenos’ e protagonistas absolutos como víamos na sua geração?

Lucas Severino: O Brasil continua sendo o maior exportador, porém, cada vez mais os atletas vão mais jovens, e se tornando mais europeus do que brasileiros! O término da formação está sendo lá! Isso é ruim? Não. Mas está acabando com os jogadores que improvisavam, que tinham audácia, os dribles desconcertantes! Óbvio que ganhamos com jogadores disciplinados, polivalentes! Mas os fenômenos estão em extinção! Neymar talvez tenha sido a última grande revelação fora de série! E eu vejo outro grande problema: o Brasil começou a importar muitos atletas, hoje podem jogar 9 num jogo, até na base tem atletas estrangeiros! Não sou contra, pois eu joguei a maior parte da minha carreira fora do país, mas lá tinha limitações de estrangeiros, para não tirar o estilo de jogo do país! Tinha que ter um limite menor, para o nível desses estrangeiros ser realmente acima e, consequentemente, não tirar espaço de talentos brasileiros! É importante a chegada de estrangeiros até para dividir experiências de jogo, mas é estranho poder ter em campo uma quantidade maior de estrangeiros do que de brasileiros! Vejo a Itália como esse exemplo negativo, com essa liberação, eles há anos não formam talentos, até na zaga que era especialidade não se vê mais jogadores italianos acima da média! Portanto, aos poucos também estão acabando com o verdadeiro futebol brasileiro! E, consequentemente, não estamos mais produzindo fenômenos!

12. Maicon Douglas: Em meados de 2000, você foi vendido ao Rennes, da França, por US$ 21 milhões — a maior transação da história do futebol paranaense e a segunda do Brasil na época. Como um jovem lida com as expectativas, a pressão dos valores e a adaptação ao futebol europeu?

Lucas Severino: Eu tive muitos problemas! Não estava preparado para isso! Apesar de viver um momento mágico dentro de campo! Esses valores me atrapalharam demais! Fui para um time médio, onde não dividia essa responsabilidade com ninguém! Seria diferente se tivesse ido para um gigante da Europa, teriam outros com cifras iguais ou maiores! Não soube lidar com isso, e isso me atrapalhava dentro de campo! Óbvio que hoje, com o estafe que os atletas têm, eles são blindados e não têm os problemas que tive! Mas não tenho arrependimento nenhum! Apesar dos números dentro de campo (gols e assistências) não terem sido fantásticos, eu fiquei duas temporadas e meia, joguei quase 100 jogos pelo clube. Ninguém fica dois anos e meio num clube sem saber jogar futebol! Mas hoje, com 47 anos, é fácil eu fazer esse diagnóstico. Hoje é fácil eu dizer o que eu deveria ter feito, mas com 21 anos era normal não ter essa maturidade!

13. Maicon Douglas: A sua ida para o FC Tokyo o reuniu novamente com o Kelly, revivendo uma parceria de sucesso. O que mais te encantou no futebol e na cultura do Japão durante os anos em que atuou por lá?

Lucas Severino: Foi um divisor de águas pra mim! Após essas temporadas na Europa e uma volta frustrada para o Brasil, tive esse convite para me aventurar no Japão. A princípio não me empolguei, mas depois que falei com o Kelly, tive somente informações positivas! E era a chance de dar uma reviravolta na minha carreira! O clube era recém-promovido para a J1 e o projeto era ambicioso! E vivi tudo isso lá! Chegamos e já fomos campeões da Copa e do torneio Juan Acuña contra o La Coruña, em 2004. A adaptação foi fácil! Um país que aprendi a amar! Também outro fator que me ajudou é que fui casado e dividia as alegrias e problemas com a minha esposa, Lucia! O que mais me encantou no Japão foi a questão da disciplina e não negociar os valores pessoais! Educação, respeito, pontualidade e honestidade é obrigação. No futebol, a técnica dos japoneses me encantou demais!

14. Maicon Douglas: Você encerrou a sua carreira em 2013 no FC Tokyo e, na reta final, chegou a atuar mais recuado, como volante. Como foi essa reinvenção tática dentro de campo para prolongar a sua carreira em alto nível?

Momento de glória no Gamba Osaka com a conquista inédita da AFC Champions League em 2008 — Foto: DAZN
Momento de glória no Gamba Osaka com a conquista inédita da AFC Champions League em 2008 — Foto: DAZN

Lucas Severino: Na verdade, eu era um meia! Até no Rennes fui meia, ou ponta! No Athletico já tinha mudado minha característica! Na verdade, o Serginho Chulapa em 1997 (no Botafogo) disse que eu era muito técnico para ser centroavante e ficar parado no meio dos zagueiros! Ele tinha me deslocado para os lados! No Japão, principalmente no Gamba, também jogava pelos lados ou de meia! Isso fez eu diminuir os gols, mas aumentei as assistências! É algo que preciso buscar para saber quantas assistências tenho na carreira. Então, não foi algo em que tive dificuldade! Aliás, me ajudou bastante, pois os treinadores adoravam ter um atleta que jogava em várias posições!

15. Maicon Douglas: Lucas, sabemos que a jornada de um pai no futebol vai muito além das quatro linhas. O grave acidente na Rodovia Anhanguera envolvendo o seu filho, Pedro Severino, quando ele estava a caminho do Bragantino, foi um susto inimaginável. Como a fé e a união da família foram fundamentais para enfrentar e superar aquele momento de tanta angústia?

Lucas Severino: Essa é a pergunta mais simples! Deus, somente Deus. Ele esteve com a gente em todos os momentos difíceis e permanece agora que tudo clareou! Hoje entendemos e não questionamos os porquês. Sabemos os ‘pra quês’! Deus é maravilhoso. Não temos nenhuma lamentação. Somente gratidão.

Pedro Severino recebe homenagem durante Botafogo-SP x Athletico. (Foto: Douglas Moreti/Agência F8/Gazeta Press)
Pedro Severino recebe homenagem durante Botafogo-SP x Athletico. (Foto: Douglas Moreti/Agência F8/Gazeta Press)

16. Maicon Douglas: Lucas, recentemente vivemos um momento simbólico e muito emocionante: ver o seu filho, Pedro Severino, dando o pontapé inicial na Botafogo Academy, dentro do CT do Pantera. Para um pai que cresceu no ‘Dentinho’ do clube e se tornou uma das maiores vendas do futebol brasileiro, qual foi a sensação de ver o seu legado ser passado adiante exatamente onde tudo começou para você?

Lucas Severino: Foi a minha maior alegria nos últimos tempos! Simplesmente mágico! Vê-lo com o sorriso no rosto e consciente foi incrível! Temos que agradecer demais ao Botafogo por proporcionar esse momento único!

17. Maicon Douglas: Hoje, olhando para toda a sua trajetória — do menino na base do Botafogo até a consagração internacional —, que conselho o pai e o ex-jogador Lucas Severino deixa para o Pedro e para os milhares de jovens que sonham em fazer história no futebol?

Lucas Severino: Se dedique, seja do bem, não se acomode, confie em Deus que no final tudo dará certo! Eu tive três pilares que fizeram eu chegar aonde eu cheguei:

  1. Escutei muito os meus pais, meus treinadores e as pessoas mais velhas, pra aprender com as experiências deles!
  2. Treinei muito, não me intimidei com as minhas limitações, sempre procurei exemplos positivos de atletas que treinavam além do estipulado!
  3. Por fim, não desanimei com os obstáculos, não desisti diante das dificuldades!

Mas nada disso foi mais importante do que confiar em Deus!

A trajetória de Lucas Severino é a prova viva de que o futebol, quando conduzido com caráter e fé, ultrapassa os limites das quatro linhas e se torna um legado de vida. Do menino que brilhava no “Dentinho” do Santa Cruz ao protagonista nos gramados do Japão e da Europa, Lucas nunca permitiu que o brilho dos holofotes apagasse a essência do homem que valoriza a família e as origens.

Hoje, ao vê-lo emocionado ao falar da recuperação de seu filho Pedro e da continuidade desse amor pelo Botafogo, entendemos que os seus gols mais importantes não foram marcados em estádios lotados, mas sim no seio de seu lar, através da resiliência e da gratidão.

Gostaríamos de expressar nossa profunda gratidão ao Lucas por nos receber com tanta cordialidade e abrir o coração nesta entrevista exclusiva. Sua história inspira não apenas os jovens atletas que sonham com o sucesso, mas a todos nós que acreditamos no poder da superação. Obrigado, Lucas, por ser esse exemplo de profissionalismo e, acima de tudo, de humanidade. O portal Futebolando Pelo Mundo sempre será sua casa.

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