Gustavo Silva, preparador físico do Al-Markhiya, está no Catar há quase 14 anos — Foto: Arquivo pessoal
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De Ribeirão Preto ao Catar! Gustavo Silva relembra glórias no Come-Fogo, avalia evolução árabe no futebol e muito mais!

Em uma entrevista exclusiva e muito franca ao Futebolando Pelo Mundo, Gustavo falou sobre a sua paixão por Ribeirão Preto, os desafios de adaptar a metodologia brasileira aos atletas árabes, a frieza do torcedor local nos estádios e os dias de apreensão com as sirenes de guerra durante os treinamentos no Al Markhiya SC.

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O futebol tem o poder de levar profissionais aos lugares mais distantes e inimagináveis do planeta. Mas, independentemente de onde estejam, as raízes nunca são esquecidas. É exatamente essa a história de Gustavo Silva, preparador físico natural de Ribeirão Preto, que há 18 anos construiu uma carreira sólida e respeitada no futebol do Catar.

Com passagens marcantes pelas categorias de base e pelo profissional da dupla Come-Fogo, Gustavo fez parte da comissão técnica daquele inesquecível Botafogo-SP vice-campeão Paulista em 2001. De lá para cá, o mundo girou.

Gustavo Silva e Romarinho, ídolo do Corinthians

Ele aceitou o desafio de desbravar o Oriente Médio em uma época onde a Copa do Mundo no país era apenas uma miragem, acompanhou de perto a transformação estrutural do esporte árabe e, mais recentemente, tem vivenciado na pele os impactos diretos das tensões geopolíticas e conflitos armados na região.

Em uma entrevista exclusiva e muito franca ao Colunista Maicon Douglas, Gustavo falou sobre a sua paixão por Ribeirão Preto, os desafios de adaptar a metodologia brasileira aos atletas árabes, a frieza do torcedor local nos estádios e os dias de apreensão com as sirenes de guerra durante os treinamentos no Al Markhiya SC.

Confira o bate-papo na íntegra:

Maicon Douglas: Gustavo, você iniciou sua caminhada nas categorias de base do Botafogo-SP e, mais tarde, trabalhava no Comercial-SP quando recebeu o convite para o Catar. Como essa vivência intensa na rivalidade do Come-Fogo e no futebol de Ribeirão Preto forjou o preparador físico que você é hoje?

Gustavo Silva: Sim, eu vivi Come-Fogo desde que jogava nas categorias de base, primeiro no Comercial até os 13 anos e depois pelo Botafogo a partir dos 14 anos até os 20. Depois como Preparador Físico também trabalhei na base e no Profissional e tivemos vários clássicos disputados, sempre com muita rivalidade, mas de uma forma muito sadia. Isso dá uma bagagem pra vida e ajudou com certeza em minha preparação e continuidade na carreira de Preparador Físico.

Maicon Douglas: Em 2001, você fez parte da comissão técnica daquele esquadrão histórico do Botafogo-SP que foi vice-campeão Paulista, com jogadores como Doni, Leandro e Luciano Ratinho. Qual foi o grande segredo da preparação física daquele grupo para bater de frente com os gigantes da capital?

Foto Botafogo 2001, ano do Vice Campeão Paulista
Foto Botafogo 2001, ano do Vice Campeão Paulista

Gustavo Silva: O grupo de jogadores e comissão técnica era muito bom. Nós éramos 2 preparadores físicos, comandados pelo saudoso Márcio Lassali, eu e o Tom (hoje Coordenador da academia Acahdre do ex -jogador Bordon), amigo de longa data. Isso facilitou muito no trabalho dos jogadores e tendo vários talentos como você citou anteriormente. Inclusive eu tinha parado de jogar a pouco tempo e os 3 foram meus companheiros e depois fui vir a ser preparador deles também. Essa amizade, aliada ao trabalho e talento dos jogadores, fez com que tivéssemos uma campanha histórica de vice- campeonato Paulista, que marca a história do Botafogo até hoje.

Maicon Douglas: Sua ida para o Catar aconteceu após um convite que surgiu de um encontro com o Edson Aguiar, seu ex-treinador. Como foi aquele impacto inicial de sair do Comercial, em Ribeirão Preto, para treinar a categoria Sub-13 do Al Rayyan em uma cultura completamente diferente?

Gustavo Silva: Na realidade eu já tinha saído do Comercial e estava no Olímpia-SP na série A3, onde fomos campeões também naquele ano, ascendendo a série A2. De lá veio o convite do Edson em que era um sonho trabalhar no exterior de alguma forma. Acabei indo como treinador do sub-13 do Al Rayyan (onde joga Roger Guedes atualmente). Foi uma adaptação difícil inicialmente, pela cultura, pelo nível dos jogadores, pelo clima e por tudo o que mais veio em seguida. Mas com o tempo e experiência fui aprendendo a lidar com o mundo árabe em geral e isso me deu suporte para estar até hoje (já são 18 anos)…

Gustavo Silva assinando contrato no Al-Rayyan Sub-13
Gustavo Silva com o Sub-13 do Al-Rayyan, Foto: Arquivo pessoal
Gustavo Silva com o Sub-13 do Al-Rayyan, Foto: Arquivo pessoal
Gustavo Silva com o Sub-13 do Al-Rayyan, Foto: Arquivo pessoal
Gustavo Silva com o Sub-13 do Al-Rayyan, Foto: Arquivo pessoal

GALERIA: A trajetória vitoriosa antes do Oriente Médio

Além das grandes memórias no Come-Fogo, Gustavo Silva acumulou taças e campanhas históricas no futebol do interior paulista e mineiro. O preparador físico abriu seu baú de recordações e compartilhou com a equipe do Futebolando Pelo Mundo alguns registros marcantes dessa época:

Registro da passagem vitoriosa pelo Olímpia, durante a disputa da Série A-2 de 2008.

Maicon Douglas: Gustavo, estamos em ano de Copa do Mundo e você viveu de perto o ciclo do torneio no Oriente Médio. Quando você chegou ao Catar, o esporte na região era outro, culminando na Copa de 2022, e agora vemos a Arábia Saudita se preparando para 2034. Em sua visão, da sua chegada até 2022, houve uma evolução real no nível competitivo e estrutural dos países árabes? E olhando para 2034, você enxerga essas seleções chegando maduras o suficiente para deixarem de ser apenas anfitriãs e se tornarem protagonistas do torneio?

Gustavo Silva: Houve um crescimento sim dos países árabes, principalmente estrutural, mas não vejo ainda eles sendo protagonistas e derrubando as principais seleções do mundo. Ainda estão muito longe de um nível competitivo a ponto de causar surpresas nas copas do Mundo. Até 2034 ainda tem tempo, mas não acredito que possam evoluir a tempo de mudar o cenário do futebol mundial.

Maicon Douglas: Gustavo, para a Copa de 2026, já temos cinco seleções do Oriente Médio/Ásia Ocidental confirmadas: Arábia Saudita, Catar, Irã, Iraque e a estreante Jordânia. Como você avalia a evolução física e competitiva dessas seleções desde o Mundial de 2022? Com a experiência de quem acompanha o desenvolvimento desses atletas de perto, qual dessas seleções você acredita que tem maior potencial para ser a grande surpresa e desbancar gigantes nesta Copa?

Gustavo Silva: Todas essas seleções evoluíram bastante fisicamente, e as competições na ásia estão cada vez mais disputadas e com muita mais qualidade de jogo que anteriormente. Porém, destaco mais Irã e Arábia Saudita, estas seleções são sempre mais fortes, devido ao nível das ligas locais. A Jordânia fez uma boa competição na última Arab Cup em Janeiro, correndo por fora destas outras seleções que citei.

Maicon Douglas: Gustavo, sabemos que o futebol não é uma bolha isolada da geopolítica. Diante dos recentes conflitos e tensões envolvendo EUA e Irã na região, de que forma isso tem impactado o calendário e a logística do futebol no Catar e as competições continentais? Houve alguma mudança perceptível no clima dos treinamentos ou na organização das partidas do Al Markhiya?

Gustavo Silva: No início da guerra, foi cancelada uma rodada da segunda divisão e uma da primeira divisão. Depois o conflito foi se tornando mais habitual, vamos dizer assim, não que nos acostumamos, mas ficou mais ”normal” a partir de um certo momento. Mas o calendário voltou normalmente em relação aos jogos, estamos na reta final da temporada. Quanto aos treinamentos, foram cancelados 2 no início, mas depois também voltamos a treinar novamente. Teve um dia que soou o alarme durante o treinamento, entramos para dentro do vestiário até mandarem nova mensagem que os mísseis já tinham sido abatidos. É uma situação bastante diferente e inusitada, que jamais vivi anteriormente, e espero não viver novamente…rsrsrs

Maicon Douglas: Gustavo, você vive no Catar com sua esposa e filhos há muitos anos e construuiu sua vida aí. Diante do cenário atual de tensões entre EUA e Irã, como tem sido a rotina da sua família? Houve alguma alteração prática no dia a dia de vocês — como na escola dos filhos ou em locais de lazer — ou o clima de segurança no país ainda permite uma vida normal e o mais importante de tudo, vocês estão bem?

Gustavo Silva: Graças a Deus minha família sempre esteve presente comigo, minhas filhas sempre aqui e minha esposa também. O primeiro dia da guerra foi muito assustador, e os dias subsequentes também. A escola ficou online até essa semana, que voltou a ser presencial. Mas as escolas americanas ainda estão online, pois elas são mais suscetíveis a ataques. Os locais públicos foram todos fechados por um tempo e a recomendação durante pelo menos 3 semanas foi de ficar em casa o máximo possível. Estamos todos bem e seguros, o governo passa um segurança de acordo com as recomendações internas aqui. Foram abatidos 90% dos mísseis, e os que caíram não causaram nenhum dano a civis no país. Porém o espaço aéreo do país ainda se encontra fechado, com alguns voos saindo com horários específicos, somente da Qatar Airways, que é a companhia local.

Maicon Douglas: Gustavo, voltando agora para as quatro linhas: como está sendo a atual temporada do Al Markhiya SC? Quais são os principais objetivos do clube na segunda divisão e como a sua metodologia de preparação física tem ajudado a equipe a buscar o acesso à elite do futebol catariano?

Gustavo Silva: Estamos na reta final do campeonato, na terceira colocação, mas a 3 pontos do líder. Teremos mais 4 jogos neste mês de abril, o primeiro no domingo dia 05. Estamos na luta para voltarmos à primeira divisão, onde caímos a 2 anos atrás. No trabalho de preparação esse ano foi bem estruturado, tivemos pouquíssimas lesões musculares e onde pudemos usar a maioria dos jogadores a maior parte dos jogos. Isso contribui para um melhor desempenho. Na minha metodologia, tento sempre ter os jogadores disponíveis o quanto puder, pois sem lesões e não perdendo sessões, automaticamente se eleva ou pelo menos mantém a condição física.

Gustavo Silva, Foto: Arquivo pessoal
Gustavo Silva, Foto: Arquivo pessoal

Maicon Douglas: Gustavo, você chegou ao Catar em uma época em que o projeto da Copa ainda era um sonho distante. De lá para cá, como você sentiu a mudança na relação do torcedor catariano com o futebol? O interesse aumentou genuinamente após 2022? Hoje você percebe um público mais engajado, frequentando os estádios e consumindo o futebol local, ou a cultura do esporte ainda está em fase de maturação entre os nativos?

Gustavo Silva: Olha essa mudança de comportamento do torcedor aqui ainda está longe de mudanças radicais. Infelizmente isso é uma condição que muitos jogadores e membros de comissão técnica ficam frustrados com a falta de torcida e interesse dos mesmos em comparecer aos estádios. Não sei se é porque todos os jogos são televisionados ou por terem um condição financeira melhor, eles não comparecem como tem que ser, e nem o fato da copa de 2022 ter sido aqui ajudou muito. A cultura catari realmente é especial nesse sentido, eles amam o futebol, mas em relação ao público nos estádios, deixam a desejar.

Maicon Douglas: Para encerrarmos, deixe um recado para a torcida de Ribeirão Preto e para os nossos leitores do Futebolando Pelo Mundo. Existe o desejo de voltar a trabalhar no Brasil e, quem sabe, reviver as emoções do Santa Cruz ou do Palma Travassos de perto?

Gustavo Silva: Espero que os torcedores das duas equipes de Ribeirão Preto, deem o suporte necessário e compareçam aos jogos dos times, principalmente a do Botafogo que atualmente está disputando a série B do Brasileiro (começando muito bem inclusive). A torcida do Comercial está mais machucada, precisa de uma SAF urgente para mudar o patamar do clube e voltar ao cenário paulista e nacional o mais breve possível. Eu não sei quanto tempo ficarei aqui ainda, mas quando voltar espero também voltar a trabalhar em um dos nossos clubes, pois sou da cidade e amo os clubes de Ribeirão Preto, joguei e trabalhei nos dois clubes. Quem sabe em breve estaremos de volta!

“Ribeirão Preto reafirma, dia após dia, sua vocação como um verdadeiro celeiro de campeões para o futebol brasileiro e mundial. A trajetória de Gustavo Silva é a prova viva de que a preparação técnica aliada à dedicação inabalável permite que nossos talentos alcancem qualquer destino que ousarem sonhar.

Gustavo Silva, preparador físico do Al-Markhiya, está no Catar há quase 14 anos — Foto: Arquivo pessoal
Gustavo Silva, preparador físico do Al-Markhiya, está no Catar há quase 18 anos — Foto: Arquivo pessoal

O Futebolando Pelo Mundo agradece imensamente ao Gustavo pela generosidade nesta entrevista. Desejamos todo o sucesso ao Al Markhiya SC e que a sua caminhada siga vitoriosa. Ficamos na torcida para que o seu retorno ao futebol de Ribeirão Preto aconteça o mais breve possível. O Santa Cruz e o Palma Travassos estarão sempre de braços abertos.”

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